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24 febbraio

"Cuida de Mim. . ."

 
"Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer às vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
"Tanto faz" não satisfaz o que preciso
Além do mais quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou
Você pra mim mostrou
Que eu não sou sozinha nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria
ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo... Enquanto fujo...

Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás se voltar atrás assim como eu.

Busquei quem sou
Você pra mim mostrou
Que eu não estou sozinha nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria
ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo... Enquanto fujo... "
 
(Cuida de Mim - O Teatro Magico)
 
 


20 febbraio

"Segredo Rosa. . ."

 

"O que me prende a você
É exatamente essa sensação
De que posso fugir a qualquer momento
Não te quero ao meu lado como um monumento
Um ser sem vontade, inanimado
Que apenas existe
E descasca com o tempo
A triste face de cobre
Coberta de pássaros ausentes
Quero a leveza dos dias sem fim
Que podem ou não acontecer
Quero a possibilidade do engano
E de tocar, de repente
Imperfeições veladas
Quero um segredo rosa
Que transborde no ventre das horas
E confesse a mim: escolho tua presença!
Quero abrir os olhos na madrugada
E tocar minhas coxas meladas por ti
Quero sempre me sentir
Como uma estrangeira
Sem passaporte
Em terra alheia
O café preto, com pão, manteiga
Beijo no portão
E a amor perfeito
Dispenso!
Quero o amor das possibilidades."
 
(Mônica Montone)
 
*
 
11 febbraio

"Namorofobia. . . "


"A praga da década são os namorofóbicos.
Homens (e mulheres) estão cada vez mais arredios ao título de namorado, mesmo que, na prática, namorem.
Uma coisa muito estranha.
Saem, fazem sexo, vão ao cinema, freqüentam as respectivas casas, tudo numa freqüência de namorados, mas não admitem.
Têm alguns que até têm o cuidado de quebrar a constância só para não criar jurisprudência, como se diria em juridiquês.
Podem sair várias vezes numa semana, mas aí tem que dar uns intervalos regulamentares, que é para não parecer namoro.
- É tua namorada?
- Não, a gente tá ficando.
Ficando aonde, cara pálida?
Negam o namoro até a morte, como se namoro fosse casamento, como se o título fizesse o monge, como se namorar fosse outorgar um título de propriedade.
Devem temer que ao chamar de namorada (o) a criatura se transforme numa dominadora sádica, que vai arrastar a presa para o covil, fazer enxoval, comprar alianças, apresentar para a parentada toda e falar de casamento.
Não a menos que seja um ( a ) psicopata.
Mais pata que psico.
Namorar é leve, é bom, é gostoso.
Se interessar pelo outro e ligar pra ver se está tudo bem, pode não ser cobrança,
pode ser saudade, vontade de estar junto, de dividir.
A coisa é tão grave e levada a extremos que pode tudo, menos chamar de namorado.
Pode viajar junto, dormir junto, até ir ao supermercado junto (há meses!), mas não se pode pronunciar a palavra macabra: NAMORO.
Antes, o problema era outro: CASAMENTO.
Ui. Vá de retro! Cruz credo! Desafasta.
Agora é o namoro, que deveria ser o test drive, a experiência, com toda a leveza do mundo.
Daqui a pouco, o problema vai ser qualquer tipo de relacionamento que possa durar mais que uma noite e significar um envolvimento maior que saber o nome.
Do que o medo?
Da responsabilidade?
Da cobrança?
De gostar?
Sempre que a gente se envolve com alguém tem que ter cuidado.
Não é porque "a gente tá ficando" que não se deve respeito, carinho e cuidado.
Não é porque "a gente tá ficando" que você vai para cama num dia e no outro finge que não conhece e que isso não dói ou que não é filhadaputice.
Não é porque "a gente tá ficando" que o outro passa a ser mais um número no rol das experiências sexuais - e só.
Ou é? Tô ficando velha?
Se estiver, paciência."            (Danuza Leão)

 

 

*

08 febbraio

"Animae Partus II. . ."

 

15. Animae Partus II

I am!

 

(BE - Pain Of Salvation )

 

*

 

 

 

07 febbraio

"Martius / Nauticus II. . ."

 

14. Martius / Nauticus II

[Martius]

I'm at the line - I see it all
I am Nauticus now
And so much more
I am all you know

I'm at the line - just at the line
An eternity at the blink of an eye
In this place called time
I'm everything
Everywhere
I am all
Omni
"BE"

[Nauticus II]

I feel every mountain
I hear every tree
I know every ocean
I taste every sea (...)

I see every spring arrive
I see every summer thrive
I see every autumn keep
I see every winter sleep (...)

For I am every forest
I am every tree
I am everything
I am you and me
I am every ocean
I am every sea
I am all the breathing "BE"

 

*

06 febbraio

"Iter Impíus. . ."

 
13. Iter Impius. . .
 
[Martius, son of Mars]
 
[Obitus Diutinus]
 
[Mr. Money:]

I woke up today
Expecting to find all that I sought
And climb the mountains of the life I bought
Finally I'm at the top of every hierarchy
Unfortunately there is no one left
But me
I woke up today
To a world that's ground to dust, dirt and stone
I'm the king upon this withering throne
I ruled every forest, every mountain, every sea
Now there're but ruins left to rule for me
And... you see, it beckons me;
Life turned its back on us
How could you just agree?
...how? I just don't see...
I woke up today
To a world devoid of forests and trees
Drained of every ocean, every sea
Just like a useless brick upon the shore
The morning after the storm
That swept the bridge away
Relentless tide
No anger
Just this relentless time
That calls us all on
But...
I'm never crossing that line
Leaving this world behind
I will stay on my own
On this bloodstained throne
I rule the ruins and wrecks
And the dust, dirt and stone
I rule rage rod and rattling of bones
I am on my own
I am all alone
Everything is gone
Stuck forever here
Already cold
I'm never crossing that line
Leaving this world behind
I will stay on my own
On this bloodstained throne...
I'm never crossing that line
Leaving this world behind
I will stay on my own
On this bloodstained throne
I rule the ruins and wrecks
And the dirt and the dust and the stone
I'm the ruler of rage rod and rust
And the rattling of bones
Ruler of ruin...
 
 
*