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29 giugno

"Características Borderline (PART III): A solidão, o vazio e a baixa auto-estima. . . "

A solidão, o vazio e a baixa auto-estima...

O paciente borderline para viver em paz precisa encontrar um objeto protetor que nunca o deixe. Para isso, eles testam tais "objetos" (as pessoas) para poderem acreditarem nisso. Tais testes são manipulações, maus tratos, discussões etc. como forma de que isso atesta que, mesmo através de tais caminhos, o borderline nunca será abandonado. Obviamente, isto traz à tona a grande questão da tolerância das pessoas "alvo" do borderline, afinal, dificilmente as pessoas em sua volta têm tamanha paciência para tais manipulações. O limítrofe parece estar sempre insatisfeito e precisando de mais e mais (seja atenção, carinho, apoio, cuidados etc.) porque sente um vazio irreparável, um nada, um buraco, uma frustração contínua. Sente-se insuficiente e desvalorizado. São pessoas com uma baixíssima auto-estima, frequentemente causada por conta de uma infância traumática. Com frequência, eles vêem-se como ridículos, sempre preocupando-se em excesso com um "defeito imaginário", ou de que eles são uns "montros".

Estar só e relaxar é algo que o borderline não consegue. Sua baixa auto-estima e a necessidade constante de ter sempre alguém cuidando dele, faz com que a solidão seja vista como insuportável. São pessoas que não conseguem ficar sozinhas apenas consigo mesma, com sua própria companhia. Para eles, a convivência consigo mesmo é seu pior inimigo.

Borderlines são pessoas que não suportam a solidão, frequentemente sentem grande ansiedade ao ficar só. Se sentem abandonados, rejeitados e excluídos, facilmente ficando deprimidos quando percebem que seu "cuidador" o deixou. Para eles, é como se eles não existissem, sem uma estrutura externa (ex.: cuidador). Com seu cuidador, podem estar em plena euforia; Porém, quando este anuncia que terá de ir, facilmente passam de um humor eufórico para raivoso com manipulações e esforços excessivos para evitar ficarem sozinhos. Se ficam só esse momento torna-se tão insuportável que do humor raivoso decaem para a depressão. Seus atos auto-destrutivos aumentam de intensidade. Podem fazer tentativas suicidas, sentir que nada mais é real (despersonalização e desrealização), entre outros comportamentos extremos.

Borderlines sentem que estão sempre na solidão e com um grande sentimento crônico de vazio. Tal sentimento constantemente os incomoda e tendem a achar sempre uma forma de preencher tal vazio, mas com frequência, descrevem que esse sentimento nunca desaparece. Borderlines sentem tudo com uma alta intensidade, sendo que para eles, tudo faz mal, tudo os agride e machuca. Não sabem se proteger, ou ao menos, acreditam não saber. Eles ainda têm sentimentos de serem uma eterna "vítima", incapaz de aceitar suas próprias responsabilidades. São pessoas que não têm uma noção clara de sua identidade. Na realidade, eles não tem uma identidade bem formada, assim, precisam do apoio de uma outra identidade, causando assim um grande medo ao abandono, perda e rejeição de tal identidade cujo borderline o considere como cuidador. A visão que eles têm de si mesmo frequentemente se caracteriza por uma visão flutuante e pouco constante, mudando rapidamente de tal visão. Assim, isso contribui para a grande instabilidade que circula em suas vidas. Quase sempre eles dizem não ter certeza de nada. Ou então, dizem uma coisa, mas em seguida mudam de idéia ou opinião. Seus gostos são totalmente inconstantes, podem gostar de uma coisa, para em seguida enjoar da mesma. Sua identidade, orientação sexual e a visão de si mesmos também assim são baseados. Eles facilmente se vêem como maus, estranhos, sem amor e sem doçura. Além disso, eles também se enxergam como pessoas que não merecem elogios, mérito e prazer. São indivíduos que são escravos das suas próprias emoções. Limítrofes também tendem a ter baixa tolerância às críticas, tendendo a levar sempre para o lado pessoal. Tais críticas provocam frequentemente acessos de mau humor, irritabilidade e acusações.

Eles não toleram a solidão e demonstram um grande medo excessivo de serem abandonados ou rejeitados, sendo que este medo é acompanhado caracteristicamente de esforços frenéticos para evitá-lo. Podem fazer manipulações emocionais, especificamente chantagens, como ameaças ou tentativas de suicídio. Contudo, caso a manipulação não funcione, eles podem demonstrar explosões de raiva, se auto-rotulam como "maus" e podem cometer atos autodestrutivos, como automutilar-se. O medo de ser abandonado é tão enorme nessas pessoas que casualmente sofrem de dissociações, têm distorções da realidade como ter idéias paranóides ou alucinações e, no extremo, praticar impulsivamente o suicídio completo. Além disso, por causa do suposto abandono (real ou imaginado) da grande idealização por tal pessoa, eles passam rapidamente para a grande desvalorização desta última, pelo fato de terem sido "abandonados". Contudo, é notável também que a volta da pessoa cujo limítrofe a considere como seu cuidador, ocasione a remissão de tais sintomas e manipulações. Mas frequentemente eles são tão inseguros com grande medo de perda, que acabam por serem muito ciumentos, sem se darem conta que todo esse comportamento prejudica e assusta as pessoas em sua volta. De maneira geral, o transtorno de personalidade borderline é um dos principais distúrbios associados ao suicídio e auto mutilação. Borderlines costumam se sentirem "maus" e o suicídio e comportamento autoagressivo por vezes é considerado como uma forma de auto punir-se.

Eles frequentemente sofrem de solidão mesmo estando entre pessoas. Sentem-se sós e sempre acham que as pessoas não os compreende e que ninguém jamais poderá o compreender. São indivíduos que possuem baixa auto-estima, insegurança e não se amam o suficiente para ficarem a sós consigo mesmo. Quando isto acontece, com frequência sentem uma grande ansiedade. Tendem a sentir o vazio de forma mais intensa, contribuindo para cometerem atitudes impulsivas como auto-mutilar-se.

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"Características Borderline (PART II). . ."


"Eu te odeio… por favor, não me abandones."

"Eu mal vejo a hora de que essa fase de rebeldia passe!", "É assim por falta de uma boa surra!" ou "Ele ficou assim na adolescência, isso deve ser da idade ou pura frescura para chamar a atenção!" são pensamentos frequentes de pais ou familiares de um indíviduo com o transtorno de personalidade borderline. Essa forma de pensar é muito comum, sendo que raramente os pais se dão conta de que o problema de agressividade, impulsividade, falta de concentração e até de vontade de terminar o que mal começa, podem ser sintomas de uma doença ou transtorno. Às vezes, os pais têm vergonha de levar o filho ao psiquiatra ou terapeuta, o que prejudica ainda mais o tratamento que acaba sendo tardio, e as consequências piores. Frequentemente eles preferem culpar o próprio filho ou a problemas espirituais. Além disso, muitas vezes eles tendem a acreditar que o indíviduo é assim por ser mal-educado, irresponsável ou até mesmo mimado. Contudo, quando os sintomas típicos borderline estão presentes, tais hipóteses são falsas porque, pelo contrário, não se trata de uma pessoa mimada ou mal-educada, com uma personalidade essencialmente imatura (que muitas vezes está caracteristicamente presente na personalidade anti-social). E sim de um indivíduo doente e que sofre muito por ser assim, muitas vezes tais sintomas frutos de maus tratos e uma infância traumática. Apesar do borderline ser também muito imaturo, a específica personalidade imatura frequentemente ocorre por consequência de um déficit na educação, pela "superproteção" ou pela falta de limites educacional. A personalidade imatura limita-se especificamente a características típicas de imaturidade como impaciência, intolerância às frustrações, egoísmo excessivo, auto-estima inflada. Exibicionismo, pouca consideração com os sentimentos alheios e falta de respeito e educação para com os outros. Bem como impulsividade, puerilismo, pseudo hiperatividade e comportamento visivelmente muito infantil, propensos a atos francamente anti-sociais, como furtos e outros crimes. Além disso, a personalidade imatura ausenta de outros sintomas típicos do borderline (como a auto agressão, sentimento de vazio, tédio e raiva, baixa auto-estima, medo de abandono e de estar só etc.).

Aqueles que sofrem do transtorno de personalidade borderline são indivíduos que afastam aqueles de quem mais precisam. Ao tempo que precisam dessas pessoas, afastam assustadoramente as mesmas. São muito exigentes de atenção e são excessivamente manipuladores. Eles têm profundos traços de masoquismo e sadismo e, de forma geral, são como crianças em um corpo de adulto que não toleram limites. Muito imaturos emocionalmente, são impacientes, não sabem esperar, suas recompensas devem ser sempre imediatas, não toleram frustrações e tendem a colocar a culpa sempre em outros.  Assim, é como se seu desenvolvimento emocional tivesse estacionado drasticamente.

Os diferentes traumas na infância geram um profundo sentimento crônico de vazio, rejeição e dor, incorporando-se na personalidade borderline que é vivenciada como uma dor profunda e dilacerante. Essa dor é intensamente sentida em indivíduos borderlines, o que pode estimular o processo auto destrutivo.

O borderline também é essecialmente insaciável. Em termos de atenção, cuidado e carinho, eles sempre querem mais do que realmente têm. Por mais que as pessoas lhe deem tais afetos, com frequência eles estão a exigir constantemente muito mais do que recebem. Talvez porque quando crianças, foram indivíduos que sempre estariam exigindo muita atenção, sendo esta não suficientemente preenchida, e frequentemente foram também crianças muito teimosas.

Tais pessoas com instabilidade emocional são aquelas que não conseguem manter equilíbrio em situações de tensões ou estresse. Elas frequentemente mudam de humor, emoções e conduta conforme o contexto que lhe são apresentadas. Via de regra, têm baixa capacidade de julgamento e usualmente têm reações grosseiras, acompanhadas muitas vezes de culpa ou ansiedade. Podem ser pessoas rebeldes ou totalmente tímidas. Esses indivíduos que possuem instabilidade emocional tendem a ser grosseiros, "reclamões" e briguentos. Algumas vezes, essas pessoas podem confundir carência emocional com paixão. Transferem para relacionamentos amorosos a sua instabilidade emocional. Então, são os causadores de brigas excessivas, têm ciúmes exagerado ou sentimento possessivo, e o borderline vê o outro como se ele só tivesse a obrigação de estar ali apenas para prover o que o limítrofe necessita. Além disso, eles tendem a acreditar que o outro parceiro tem de estar todo o tempo com ele e com a obrigação de não deixá-lo sozinho ou abandonado. Quando o parceiro tem de ir embora, deixá-lo sozinho, ou quando cancela um encontro, facilmente borderlines ficam furiosos ou entram em pânico, partindo frequentemente para manipulações, com ameaças suicidas. Essa tendência do limítrofe se sentir facilmente ferido ou agredido (pequenos estressores são capazes de enfurecê-los. Eles se irritam ou se rebelam por pouca coisa, às vezes totalmente insignificantes) faz com que frequentemente entrem em brigas ou confusões no ambiente social do dia-a-dia. Eles não têm controle de si mesmo, por isso facilmente demonstram irritabilidade e raiva em variadas situações triviais, desde maus tratos e estupidez até xingamentos e violência. Borderlines são, de forma geral, propensos a um comportamento evidentemente briguento, com uma notável facilidade em brigar com todos a seu redor, abrir escândalos, confusões etc. Eles podem conseguir brigas por coisas pouco importantes em restaurantes, lojas, bancos, mercado ou em outro qualquer lugar público. Por exemplo, é o caso da jovem borderline que solta explosões verbais a um homem, por este ter esbarrado, sem querer, na moça. Tais situações, ocasionalmente, podem ser uma porta de entrada para brigas realmente violentas, já que, às vezes, borderlines podem deparar-se com outras pessoas também explosivas e pouco tolerantes. Em geral, tais conflitos são frutos de explosões em situações contornáveis aos olhos do observador, mas que o borderline não consegue evitar.

Limítrofes são pessoas que passam seu tempo a tentar controlar mais ou menos emoções que elas não controlam realmente. São pessoas que, diga-se de passagem, têm duas vidas. Uma vida quando estão na sociedade e outra vida de comportamentos muito diferentes quando estão a sós. Sua capacidade de esconder o transtorno faz com que sejam vistos, superficialmente, como se não tivessem nada, entretanto suas vidas são sofríveis e um verdadeiro inferno dissimulado. Pessoas com o transtorno oscilam entre um comportamento adulto e um comportamento infantil.

Agridem a eles mesmos e aos demais que tentam ajudá-los. Em suas relações iniciais (ex.: terapia), por causa da grande desconfiança que eles mantêm, as palavras com frequência não são usadas para comunicar ou exprimir sentimentos. O que existe são as manipulações, testes, controle etc. Eles tendem a defender-se de sentimentos, emoções e lembranças e facilmente testam suas relações através de manipulações.

Parece que o borderline está sempre usufruindo de testes e manipulações, a fim de testar as outras pessoas, como elas reagirão a tais testes como agressividade, brigas, chantagens, etc. e, se por acaso, o abandonarão por tais razões. Esses testes, então, são a forma de limítrofes analisar e ter certeza de que não há jeito de aparecer alguma ameaça de abandono por parte da pessoa cuidadora.


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"Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), ou Borderline (PART I) . . . "


O Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), também conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é definido como um gravíssimo transtorno de personalidade caracterizado por desregulação emocional, raciocínio “8 ou 80” (“branco e preto”, totalmente bom e totalmente mau) extremo ou cisão e relações caóticas. Com tendência a um comportamento briguento, também é acompanhado por IMPULSIVIDADE AUTO DESTRUTIVA, manipulação, conduta suicida, bem como ESFORÇOS EXCESSIVOS PARA EVITAR O ABANDONO e SENTIMENTOS CRONICOS DE VAZIO, TÉDIO e RAIVA. Por vezes, o transtorno é confundido com depressão ou transtorno afetivo bipolar.

O transtorno Borderline é um grave distúrbio que afeta seriamente toda a vida da pessoa acometida causando prejuízos significativos tanto ao indivíduo limítrofe como às pessoas a sua volta. Frequentemente eles precisam estar medicados (antidepressivos, antipsicóticos, ansiolíticos etc.) para tentar reduzir as consequências incontroláveis que a doença traz. Além disso, acompanhamento psicológico é primordiamente muito importante.
Os sintomas aparecem durante a ou nos primeiros anos da fase adulta e persistem geralmente por toda a vida. Essa fase pode ser desafiadora para o paciente, seus familiares e seus terapeutas, mas na maioria das vezes a severidade do transtorno diminui com o tempo. Pelo fato dos sintomas eclodirem principalmente na adolescência, muitas vezes os pais ou familiares acham que é mera rebeldia própria da idade. Contudo, não fazem idéia que estão diante de um ente com um grave distúrbio.
As perturbações sofridas pelos portadores do TPL alcançam negativamente várias facetas psicosociais da vida, como as relações no trabalho, casa, e ambientes escolares. Tentativas de suicídio e suicídio consumado são possíveis resultados sem os devidos cuidados e terapia.

Estima-se que 2% da população sofra deste transtorno, com mulheres sendo mais diagnosticadas do que homens.

O termo Borderline (Limítrofe) deriva da classificação de Adolph Stern que descreveu, na década de 1930, a condição como uma patologia que permanece no limite entre a neurose e a psicose.

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03 giugno

At Loss For Words. . .



"Here we are once again.

Time to choose at the crossroads end.
Here we are stuck again.
Time to speak or to forever be silent.

It comes to a point where I can't take another lie.
The day has finally come.
Where i demand your silence.
Comes to a point where I can't accept another lie.
The day has finally come where I would die for your silence.

At loss for words.
And I'm short of breath.
And in fear of truth I came to trust in you.
What I demand of you is just to speak the truth.
You've got your chance right now.
Or to forever be...

It comes to a point where I Will know you lived a lie.
And I'm the first on my knees to accept my naivety.
Comes to a point where I can't accept another lie.
The day has finally come for you not me.
To be.

At los for words.
And I'm short of breath.
And in fear of truth I came to trust in you.
What I demand of you is just to speak the truth.
You've got your chance right now.

Or to forever be bleeding... To forever be believing... To hide from me... And leave me alone...

Here we are once again.
Time to choose at the crossroads end.
Here we are stuck again.
Time to speak or to forever be silent.

At loss for words.
And I'm short of breath.
And in fear of truth I came to trust in you.
What I demand of you is just to speak the truth.
You've got your chance right now.
Or to forever be..."               (At loss for words - Evergrey)